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Posts com Tag ‘pequetito’

Inspiração

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Antes do café da manhã o menino, agora com quase 3 anos e meio, começa a fazer uma oração peculiar:

“Parede sobe no céu,

parece vai pro céu,

parede desce do céu.

Se juntaram a parede,

se abraçaram a parede.

Amém parede.

Com amor parede.”

Que assim seja.

regando a alma

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– “Isso não é chuva, mamãe. O céu é que está regando a janela. A mão do céu está com uma mangueira molhando pra baixo…”

o pequeno grande mágico

Há dias que parecem mágicos, brandos, doces,

dias embalados por uma calma luz de sol que beija a brisa

e abraça nossos desejos de bem querer canções e carinhos

e nossa vontade mais terna de receber um afago.

Nesses dias abençoados

 temos a certeza de que tudo está como deveria estar,

fluindo com alegria em cada passar de horas

e com a delicadeza própria do existir.

Ao entrar no quarto, meu querido (agora com pouco mais de 3 anos) anuncia que vai fazer uma “mágica”:

Com as mãos fechadas em frente ao peito vai abrindo os dedos lentamente,

guardando um segredo bem segredado, como convem a todo mágico que se preze.

Eis que surge no centro das mãos as palmas vazias,

e em meio ao sorriso circunspecto, um quase sussurro anuncia:

“- Nas mãos têm luz…

Chove luz lá onde o urso polar mora…”

Ainda escuto meu pequeno mágico proferir suas encantadoras palavras:

“- Abricadaba!

Olho de água!”

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Bebeleca e outro presente inusitado

Apeleca Bebeleca

surgiu dentro de uma jarra.

O que? Surpresa. Neto também ganha sapo de presente.

Trabalhoso evento

do pegar e transportar

mas coração de vó é graaande

e a técnica de convencer o avô também.

Com muito cuidado e carinho,

foi a diminuta personagem

colocada dentro de uma caixa de papelão.

Uma pedra no caminho e plá!

Quase foi-se o vidro,

a caixa permaneceu. E só a caixa.

De um impulso,

ora bolas,

sapos fora.

E lá estava ela,

sapulando pelo carro.

Mais um pulo e… cuidado. Foi parar sobre uma perna.

E eis que a vovó

tão bem zelosa,

pega o sapinho com uma das mãos.

Prodígio de avó carinhosa,

dirige uns 5km sentindo entre seus dedos

pequenas patinhas de ventosas.

Já em casa, maravilhado e surpreso,

o netinho analisa o curioso presente:

– A bebelééécaaa!

O esforço valeu a pena.

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* Ao raiar do novo dia

foi passear o pequeno sapinho

no jardim com belas flores

e por lá ficou escondidinho

pois sabe apreciar

o que lhe convém…

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De outra feita o mesmo neto, intrigado com o som do sapo-martelo e seu coachar de marteladas, conversa com o papai:

– Papai, você conhece 0 sapo-furadeira? No seu serviço tem? O sapo-furadeira faz assim, ó: nhéééééémmm, nhéééééééémmmm, nhééééééééémmmm…. (e assim prossegue com o som do suposto anfíbio até que a criança acaba adormecendo no carro)

bate coração

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– “Papai, tem um caroço aqui mexendo“, diz o filho de 3 anos,

colocando a mãozinha sobre o próprio peito e sentindo as batidas de seu coração…

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O dia em que disse “brinquedo”…

Saborosas palavras

com gosto de conquista consciente

da criança que descobre estar crescendo.

Como são sonoras essas palavrinhas,

como sabem brincar de fazer cócegas nos ouvidos,

com seus “erres” bem articulados e divertidos…

Em enternecido arrebatamento

a criança é pura alegria quando,

em um abraço, vem correndo e diz:

– Mamãe, agora eu já sei falar brrrinquedo!

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* O desenho foi de autoria do filhote, agora com 3 anos

aconchego…

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“… e então a princesinha filha do rei recebeu de sua madrinha um maravilhoso pente dourado.”

– A princesa tava na barriga do rei?

-Do rei não. Quando ainda era muito, muito pequenininha, a princesa estava na da rainha. O bebezinho antes de nascer fica na barriga da mamãe, não do papai.

– E lá tem cadeirinha?

E então veio o dia e, com toda a alegria, ele me trouxe o sol…

 

parabéns meu filho!

Meu filho amado,

filho querido,

com força e graça

você completou 3 anos de vida.

Com honra e respeito

trilhamos juntos esse caminho,

tão repleto de descobertas,

tão rico em aprendizados…

Sim, houveram vezes nas quais nos visitou um certo frio na barriga,

algumas dúvidas maternas e um punhado de flexíveis certezas.

E também muita intuição para “dar conta ” dessa experiência

que abarca o nosso mundo e apresenta um novo rumo à existência.

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Que eu possa sempre oferecer-lhe apoio,

carinho, cuidado e amor.

Que eu seja grande o bastante para o abraço mais largo,

e pequena o suficiente para ter humildade em reconhecer

que as vezes não terei todas as respostas na ponta da língua.

Que eu possa ser tão forte

a ponto de confiar no fluxo e deixar que você sorria mais alto,

balançando com ousadia no topo de uma árvore imensa

e equilibrando-se em suas escolhas mais originais.

Que você possa escalar a montanha mais alta

só para sentir a brisa no rosto, se assim o desejar.

E que quando você precisar de abrigo

eu esteja a seu lado para oferecer aconchego e

para rirmos juntos de todas as peripécias.

Que a vida lhe seja vasta e irresistível,

e que lhe baste ser isso tudo a que está destinado a ser:

plenamente você.

Te amo, meu filho.

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– Eu tô de “bem óculos“. Eu tô vendo lá longe, no céu!

(e coloca um papelão na frente do rosto criando um binóculos que permite fantasiar muito além)

– Olha a raposinha na luz!, diz apontando para a mariposa que estava a rodear a luminária…

Ao ver o vídeo de um golfinho brincando com um gato:

– O folguinho, que engaçadinho ele…

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*a bola de meia bordada com tanto capricho foi presente de aniversário da escola, o bonequinho maior foi confeccionado com carinho pelas mãos habilidosas da Kelly e o menor, de macacão vermelho, é do atelier de bonecos E.V.I (presente do Gabriel)

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Quem quiser participar do sorteio do Livro das Perguntas (e do marcador de livro – que ainda está sendo confeccionado…) confira o post: https://tsuruhaus.com/2011/10/27/sorteio-no-tsuruhaus-livro-das-perguntas/

É até o dia 7 de novembro.

doçuras proferidas

Aninhado no ninho,

carinho

  • e toda espiritualidade e presença

    de um menininho de 2 anos e meio…

    .

    – Sabe vovó, essas coisas, assim, e tal… o Tintian sabe tudo.

    Falá, corrê…

(…)

  • – O Tíntian não precisa de sazáco (casaco).

    Lá na escolinha é quentinho, quentinho…

    (…)

Ao ouvir o latido de um cachorro no lote do vizinho:

  • – É o cachorro do Seu Paulo, explica a vovó.

  • – O Paulo é do Tintian?, pergunta o neto surpreso.

(…)

– Quando o Tintian era pequenininho, pequenininho,

o Tintian não tinha umbigo.

(…)

  • – Que menininho lindo, como você se chama? Hummm, deixa eu adivinhar… é João?, indaga uma senhora na rua.

  • – Não.

  • – Pedro?

  • – Não.

  • – Como é então?

  • – Pergunta pra mamãe.

    (…)

  • – Não vai pra cozinha, mamãe? Eu vou mostrar

    um negócio bacana, qué vê?

  • – Quero.

    Ele busca um pote de doce, traz “escondido” atrás

    das costas, e ao chegar perto me surpreende mostrando o doce.

  • – Olha! Um negócio bacana! (e come o doce)

    (…)

  • – O farelo tá ligado! (o farol do carro)

    (…)

  • – O sol já saiu! Ele subiu na árvore?

  • – Ele está lá no céu.

  • – Em cima da cabeça do pombo?

(…)

O papai contando que havia se perdido ao dirigir determinado lugar:

  • – Virei à esquerda, e caí em uma rua que não conhecia.

  • – Machucou, papai?

    (…)

  • – Que coisa é essa de cuidá de bebê grande? Tem cílios.

    É melhor cuidá de bebê pequeno.

(…)

as artes de Dev ji

 

Uma trivial caixinha de chá

revirada pelo avesso

virou toda tela

para um desenho-aquarela

 

Assim que ficou pronta

a pintada caixinha

recebeu bem prontamente

os lápis de cor de presente