Pular para o conteúdo

Posts com Tag ‘aos amores’

a expandir…

image

.

Há pouco mais de três meses

preencheu-se a casa de alegria renovada,

sorriso gostoso,

cheirinho de neném.

No raiar da aurora

surgiu de mansinho

o carinho de colo

e o afago de querer bem.

Ao mundo veio

o filho caçula,

embrulhado na doçura

que todo bebê tem.

O filho mais velho,

seis anos completos,

traduz de todos nós o brilho nos olhos:

amor.

 

Anúncios

regando a alma

.

– “Isso não é chuva, mamãe. O céu é que está regando a janela. A mão do céu está com uma mangueira molhando pra baixo…”

flores de páscoa

.

Em meio a expectativas, a visita do “coelhinho da Máscoa” foi percebida com muito entusiasmo

por causa das delicadas (ou quase) patinhas de farinha que ele displicentemente deixou

dentro de casa. E, mais uma vez, os adultos se surpreenderam com a reação do menino,

que ao invés de procurar pelos ovos de chocolate ou por algum outro vestígio,

tratou logo de juntar a farinha com as mãos e buscar pá e vassoura para varrer as marcas das patinhas do coelho…

o pequeno grande mágico

Há dias que parecem mágicos, brandos, doces,

dias embalados por uma calma luz de sol que beija a brisa

e abraça nossos desejos de bem querer canções e carinhos

e nossa vontade mais terna de receber um afago.

Nesses dias abençoados

 temos a certeza de que tudo está como deveria estar,

fluindo com alegria em cada passar de horas

e com a delicadeza própria do existir.

Ao entrar no quarto, meu querido (agora com pouco mais de 3 anos) anuncia que vai fazer uma “mágica”:

Com as mãos fechadas em frente ao peito vai abrindo os dedos lentamente,

guardando um segredo bem segredado, como convem a todo mágico que se preze.

Eis que surge no centro das mãos as palmas vazias,

e em meio ao sorriso circunspecto, um quase sussurro anuncia:

“- Nas mãos têm luz…

Chove luz lá onde o urso polar mora…”

Ainda escuto meu pequeno mágico proferir suas encantadoras palavras:

“- Abricadaba!

Olho de água!”

.

bate coração

.

– “Papai, tem um caroço aqui mexendo“, diz o filho de 3 anos,

colocando a mãozinha sobre o próprio peito e sentindo as batidas de seu coração…

.

O dia em que disse “brinquedo”…

Saborosas palavras

com gosto de conquista consciente

da criança que descobre estar crescendo.

Como são sonoras essas palavrinhas,

como sabem brincar de fazer cócegas nos ouvidos,

com seus “erres” bem articulados e divertidos…

Em enternecido arrebatamento

a criança é pura alegria quando,

em um abraço, vem correndo e diz:

– Mamãe, agora eu já sei falar brrrinquedo!

.

.

* O desenho foi de autoria do filhote, agora com 3 anos

parabéns meu filho!

Meu filho amado,

filho querido,

com força e graça

você completou 3 anos de vida.

Com honra e respeito

trilhamos juntos esse caminho,

tão repleto de descobertas,

tão rico em aprendizados…

Sim, houveram vezes nas quais nos visitou um certo frio na barriga,

algumas dúvidas maternas e um punhado de flexíveis certezas.

E também muita intuição para “dar conta ” dessa experiência

que abarca o nosso mundo e apresenta um novo rumo à existência.

.

.

Que eu possa sempre oferecer-lhe apoio,

carinho, cuidado e amor.

Que eu seja grande o bastante para o abraço mais largo,

e pequena o suficiente para ter humildade em reconhecer

que as vezes não terei todas as respostas na ponta da língua.

Que eu possa ser tão forte

a ponto de confiar no fluxo e deixar que você sorria mais alto,

balançando com ousadia no topo de uma árvore imensa

e equilibrando-se em suas escolhas mais originais.

Que você possa escalar a montanha mais alta

só para sentir a brisa no rosto, se assim o desejar.

E que quando você precisar de abrigo

eu esteja a seu lado para oferecer aconchego e

para rirmos juntos de todas as peripécias.

Que a vida lhe seja vasta e irresistível,

e que lhe baste ser isso tudo a que está destinado a ser:

plenamente você.

Te amo, meu filho.

.

.

.

– Eu tô de “bem óculos“. Eu tô vendo lá longe, no céu!

(e coloca um papelão na frente do rosto criando um binóculos que permite fantasiar muito além)

– Olha a raposinha na luz!, diz apontando para a mariposa que estava a rodear a luminária…

Ao ver o vídeo de um golfinho brincando com um gato:

– O folguinho, que engaçadinho ele…

.

.

*a bola de meia bordada com tanto capricho foi presente de aniversário da escola, o bonequinho maior foi confeccionado com carinho pelas mãos habilidosas da Kelly e o menor, de macacão vermelho, é do atelier de bonecos E.V.I (presente do Gabriel)

.

.

Quem quiser participar do sorteio do Livro das Perguntas (e do marcador de livro – que ainda está sendo confeccionado…) confira o post: https://tsuruhaus.com/2011/10/27/sorteio-no-tsuruhaus-livro-das-perguntas/

É até o dia 7 de novembro.

doçuras proferidas

Aninhado no ninho,

carinho

  • e toda espiritualidade e presença

    de um menininho de 2 anos e meio…

    .

    – Sabe vovó, essas coisas, assim, e tal… o Tintian sabe tudo.

    Falá, corrê…

(…)

  • – O Tíntian não precisa de sazáco (casaco).

    Lá na escolinha é quentinho, quentinho…

    (…)

Ao ouvir o latido de um cachorro no lote do vizinho:

  • – É o cachorro do Seu Paulo, explica a vovó.

  • – O Paulo é do Tintian?, pergunta o neto surpreso.

(…)

– Quando o Tintian era pequenininho, pequenininho,

o Tintian não tinha umbigo.

(…)

  • – Que menininho lindo, como você se chama? Hummm, deixa eu adivinhar… é João?, indaga uma senhora na rua.

  • – Não.

  • – Pedro?

  • – Não.

  • – Como é então?

  • – Pergunta pra mamãe.

    (…)

  • – Não vai pra cozinha, mamãe? Eu vou mostrar

    um negócio bacana, qué vê?

  • – Quero.

    Ele busca um pote de doce, traz “escondido” atrás

    das costas, e ao chegar perto me surpreende mostrando o doce.

  • – Olha! Um negócio bacana! (e come o doce)

    (…)

  • – O farelo tá ligado! (o farol do carro)

    (…)

  • – O sol já saiu! Ele subiu na árvore?

  • – Ele está lá no céu.

  • – Em cima da cabeça do pombo?

(…)

O papai contando que havia se perdido ao dirigir determinado lugar:

  • – Virei à esquerda, e caí em uma rua que não conhecia.

  • – Machucou, papai?

    (…)

  • – Que coisa é essa de cuidá de bebê grande? Tem cílios.

    É melhor cuidá de bebê pequeno.

(…)

contemplação

 

leve

leve

eleve

enleve

leve

leve

Vovô Tatá

 

Me lanço ao vento

com a serenidade da entrega silenciosa

 

É dia

 

A aurora despontou por entre o orvalho

Fulguram os raios

 

É dia

 

A brisa avultou-se em giro vento

 Ao Nome respondo

me chama a chama

vão-se os elementos

 

Encontro-me leve

tão leve luz

brilho éter de amorosidade

 

No irresistível sorriso pairo

eu todo ao Nome pertenço

 

Sou intenso fluxo que desagua

na entrega do oceano de infinitude

em um abraço carinhoso, imenso

para meu jardim

 

No jardim da minha consciência

um punhado de ritual e cuidado

ritmo próprio, pensado.

O acaso tem seu espaço:

aquele que lhe foi designado.

 

Não é qualquer este jardim que me quer,

e eu quero-lhe cor e ternura,

e que em face da noite mais escura

eu nele encontre o brilho dos vagalumes.

 

Meu jardim flui em suas cores,

texturas, percepções e nuances.

Um bocado de agora,

um pouquinho de antes.

 

Antes de plantar,

antes mesmo de semear,

antes ainda de escolher o local,

de afofar a terra,

de fornecer água pura para a rega,

antes disso tudo

opto por escolher as sementes.

 

O que pretendo plantar?

O que desejo ver florescer?

Quais flores-pensamento receberão o beijo do sol matinal,

quais frutos doces falarão aos ouvidos,

que tons de verde campina deixarão o horizonte

vestido de esperança?

 

Meu jardim da consciência,

não o desejo um jardim como outro qualquer.

Quero-o bem nutrido e amado,

florescendo,

expandindo,

sorrindo pra todo lado.