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Posts da categoria ‘viagem com criança pequena’

Serra do Caraça/MG

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Das belezas dessa serra

a vista não se farta,

do respiro dessas montanhas

preencho minha respiração,

do pulso verde das matas

encontro ritmo e forç,a

e da alegria da boa companhia

sorrio um novo lindo dia

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Sampa páscoa

É inevitável… uma viagem a Sampa sempre esbarra na poesia do improvável.

É justamente durante os feriados, quando a cidade esvazia e se veste de ares mais singelos, que os detalhes se fazem perceber com mais gosto.

Um passeio pela avenida Paulista revela sua ecologia lúdica com uma horta localizada no canteiro central disposta ao redor de uma circunspecta estátua sempre a postos. Imóvel em meio aos carros e a multidão que passa, permanece a estátua cercada por hortaliças e ervas as mais diversas, desde couve a hortelã, para temperar se não o almoço, certamente o humor e a reflexão. A placa “horta do ciclista” dá uma dica de quem se responsabiliza pela intervenção.

Na estação de trem os pianos dispostos em lugarem estratégicos convidam ao tocar, e para a alegria dos ouvidos alheios geralmente um passante presenteia o local com notas interessantes, como o jazz bem animado que pudemos ouvir sem aviso prévio.

No metro o inusitado ficou por conta do menino que, decidido, resolveu passar o dia devidamente vestido de prícipe, adjetivo bem apropriado para uma criança dessa idade. E assim também transitou em sua inocência real pelo Parque da Luz e por caminhos de contos e encantos que nenhum adulto saberia descobrir.

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serra do caraça/MG

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Para um passeio de um ou dois dias (quem dorme no parque ou em alguma pousada nos arredores tem a chance de ver de pertinho um lobo guará se alimentando no átrio da igreja centenária que fica no parque – e devo dizer que me surpreendi com a elegância desse animal…) a Serra do Caraça é uma opção tranquila e divertida para os pequetitos… e também uma boa pedida para os nem tão pequenos assim.

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As belezas da infância… o mais trivial carrapicho é observado com atenção em todas as suas fases, e vira brincadeira fácil que gruda na roupa e desperta sorrisos…

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Os tradicionais casarões mineiros…

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A imponência do carvalho em suas folhas que brincam de camaleão

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O mochilão que funciona bem para carregar as crianças pequenas em caminhadas mais intensas – mas é claro que o embalo das passadas do papai sabem aninhar um sonhinho gostoso…

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Olha quem fez pose pra foto durante nosso passeio na trilha?

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Detalhes do tempo de outros tempos…

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As sempre bem amadas flores

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E uma vista para embelezar qualquer olhar

pedrinhas surpresas

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Será o som causado ao caminhar,

a combinação de cores variadas

ou a textura e forma dos seixos rolados

que encantam tanto os sentidos?

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Serão talvez as lembranças de rio e mar,

de águas que tanto rolaram em abraço

formando pedras de um liso perfeito?

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Guardariam os seixos os segredos do agrado,

da lembrança do vento,

do acalento ao olhar,

de histórias inúmeras que deixaram rolar?

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e para as crianças

que brincam e sonham

que estarão os seixos

a lhes segredar?

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*imagens do pátio do hotel Le Reves (Santiago, Chile),

com as deliciosas pedrinhas, esculturas e jardim que encantou a grandes e pequenos.

diário de bordo – post convidado – Marcus Voa

Uma boa viagem garante um sabor de “quero mais”,

um algo a redescobrir,

algo que ficou para trás.

Uma vontade de voltar para casa

com um misto de saudade

das queridas lembranças recém-colhidas.

E assim caminhamos

em meio a nossas polaridades

que nos garantem prosseguir,

experimentar e aprender.

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Para fechar com chave de ouro as postagens do diário de bordo do Chile,

inauguramos o primeiro post convidado do TsuruHaus

(dançado em “pas de deux”

com aquele que me acompanha, me ensina e me faz rir…)

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Um pouquinho mais de Santiago

através das lentes de Marcus Voa…

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“Sua majestade”, o gato…

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A casa das longas madeixas

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o click de uma estudante de fotografia

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Parque das Esculturas

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Pinturas e esculturas nos metrôs de Santiago

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*pas de deux- expressão francesa que refere-se ao dueto na dança

diário de bordo – Chile e seus táxis alegóricos

Afinal,

o que seria da vida sem um toque de humor?

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*Levando vários tigres de pelúcia como constantes passageiros e completamente forrado com estampa de tigre, das laterais ao teto e também nos assentos… Assim era este táxi que pegamos em Santiago, e que obviamente fez a alegria do filhote…

Outro lugar ótimo para encontrar táxis inusitados é a cidade chilena de Valparaíso.

diário de bordo – chile em tramas

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bela trama viva

cujo vento dança aos pés

do pássaro em vôo ligeiro

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diário de bordo – chile e os parquinhos de santiago

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Além dos passeios divertidos

e paisagens de tirar o fôlego…

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além da diversidade cultural

e do impacto de uma língua diferente…

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além das montanhas e da neve,

dos pêssegos e framboesas…

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além de todas essas coisas

tão interessantes para a “gente crescida”,

estampavam largos sorrisos

o colorido convite de todos os parquinhos.

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Grandes ou pequenos,

com inúmeras escadinhas

ou com um mero escorregador,

os parquinhos infantis eram um destino certo

e um agrado bem aceito a todo momento.

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A brincar!

diário de bordo – chile e suas texturas

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a trama que adorna

o fio que aquece

a pincelada que expressa

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nos detalhes

histórias diversas e tão familiares

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o oceano lido em um azul de matizes

a relva e a areia descobertos em outras raízes

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tinta que se faz árvore

abstração que se vê floresta

imaginação que a largos pequenos passos

se apropria daquilo que lhe dão de beber

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um brinde a todas as texturas

todas as cores e perfumes

todo o tudo que nos compõe e rodeia

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diário de bordo – chile e a neve (Valle Nevado)

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O diminuto e a imensidão

em constante contraste

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O frio na pele

e o calor no olhar

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 a natureza desperta

com toda a intensidade

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gelado vento pelas narinas

com a neve em seu fresco respirar

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o aconchego do alimento

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o respeito ao existir

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transmutada água

em gelificada forma

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o instante todo

um puro brincar

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E ser

sentir

e agradecer

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diário de bordo – chile e seus cães

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Entre todas as praças

exibindo sua graça

encontram-se cães de estirpe e raça,

brancos e malhados,

folgados ou apressados,

junto com o dono ou donos de si,

peludos e pelados,

amados, abraçados,

cães queridos,

cães amigos,

a espera de um afago,

caninos de cor e feito,

encontram-se cães de todos os jeitos.

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Cativa o olhar o carinho com que os chilenos tratam os cães.

Para os pequenos que tanto se deleitam com esses bichinhos,

há sempre há um cão disposto a receber um cafuné de uma pequena mão…