Pular para o conteúdo

Posts da categoria ‘tutorial’

como fazer um cartão de natal com a técnica de pop-up

Para começar a aprender o básico da técnica “pop-up”

 (aquela em que as formas “saltam” do plano do papel)

um bom início é se aventurar com um cartão natalino

bastante simples de fazer.

.

O material de trabalho básico para esse projeto é uma folha A4 e tesoura.

.

.

Dobre a folha de papel uma vez na horizontal. Abra.

Dobre no sentido vertical e abra novamente.

.

.

Dobre a folha ao meio no sentido do comprimento.

.

.

Marque com uma dobra uma diagonal. Abra e marque do outro lado.

Essa diagonal será a lateral do triângulo que forma a árvore de natal.

A base da árvore de natal (na figura acima, a lateral direita do triângulo)

não deve ter o comprimento maior do que a lateral do papel, caso contrário uma pontinha da árvore ficará para fora do cartão.

.

.

Com a tesoura, comece a cortar o papel respeitando o limite

da dobra em diagonal.

Os cortes podem ser feitos em intervalos regulares ou não,

depende apenas do efeito que quiser criar.

.

.

Fiz cortes aproximados, e optei por não trabalhar o corte reto.

Criei ligeiras ondulações com a tesoura,

sempre respeitando o limite da diagonal.

.

.

Após cortar até o topo, abra a folha toda e dobre novamente ao meio.

.

.

Ao abrir o cartão, a árvore deve se destacar para frente do plano do papel.

A dobra em diagonal naturalmente já vai indicar esse direcionamento.

 

.

Uma tira recortada permanece para frente, a tira seguinte deve ser dobrada  para trás. E assim sucessivamente, até todas as tiras estarem intercaladas para frente e para trás.

.

.

Para arrematar o cartão, foram coladas lantejoulas sobre as tiras em destaque na árvore.

.

.

Boa diversão!

.

Anúncios

sachê de cravo em técnica de feltragem com agulha (needle felting)

Feltragem com agulha é uma técnica que pode ser aplicada de várias formas,

desde um detalhe em uma roupa ou um artigo de artesanato,

até trabalhos artísticos mais elaborados.

A matéria-prima principal é a lã, bem acompanhada da agulha própria para a técnica.

.

.

Materiais para fazer um sachê de feltro com aplicação de feltragem com agulha:

.

– agulha para feltragem (apresenta ranhuras; pode ser encomendada pela internet, na Elo7, por exemplo)

– base de espuma (de 5 ou 7 cm – serve a que se encontra em lojas de materiais de pintura de paredes)

– feltro

– lã natural de diversas cores (também pode ser encomendada pela internet)

– cravo para o recheio

– linha para costurar o sachê

– agulha de costura

– tesoura

.

.

Marque com lápis e recorte dois círculos de feltro:

.

.

.

Comece a trabalhar com poucos fios de lã, procurando dar a forma desejada. No caso, o bico de um pássaro.

O desenho pode ser feito a mão livre ou pode ser marcado previamente no feltro com um lápis.

A agulha deve perfurar continuamente o feltro,

delimitando as bordas da lã na forma do desenho.

Também no centro do desenho deve ser aplicada a agulha, para que a lã se fixe na base de feltro.

.

.

É necessário ter cuidado para não quebrar a agulha, que deve passar o feltro e  chegar até a base de espuma.

A noção de quanta força deve ser imposta sobre o material vem com um pouco de prática. Não é demasiada, apenas o necessário para perfurar o feltro. Também deve-se estar atento para não se machucar com a agulha, pois é muito afiada.

.

As ranhuras da agulha são as responsáveis por empurrar a lã para baixo, modelar e unir os fios no processo de feltragem.

.

.

Esse é o aspecto da lã antes de ser feltrada. Pode ser encontrada em texturas variadas, mais fina ou mais grossa.

.

Ao trabalhar continuamente com a agulha na base de feltro, a forma começa a ficar mais definida.

Pode-se trabalhar deixando a lã mais baixa ou com mais volume, como nas flores que circundam o pássaro.

.

.

Aos poucos acrescenta-se mais lã, de preferência com uma pequena quantidade de fios a cada vez.

.

.

Acrescente quanta lã considerar necessário, modelando e remodelando até que a lã assuma a forma do desenho.

.

.

Pode-se trabalhar com várias camadas de cor, o que dá um efeito especial para o trabalho.

.

Quando o desenho já estiver todo feltrado, será a vez de soltar o feltro da base de espuma.

Isto é feito arrancando com delicadeza o feltro da espuma, procurando não deformar a lã que foi trabalhada.

O verso do trabalho ficará assim:

.

.

.

Para finalizar o sachê, costure os dois círculos de feltro (no caso, o ponto caseado).

Antes de fechar completamente a costura,

preencha o sachê com cravo.

.

.

Boa diversão!

ovelhinha de foam board

Olhando os materiais disponíveis aqui em casa me deparei com um pedacinho de foam board (aquela placa de espuma sintética laminada com papel dos dois lados, que costuma ser muito utilizada para apresentação de layouts publicitários, acabamentos em molduras) e um restinho de pelúcia branca – uma boa oportunidade para fazer uma simpática ovelhinha.

Na falta de foam board, que não é necessariamente um material que se encontra em qualquer papelaria, um papelão bem grossinho pintado de preto também cria um efeito similar. Se for necessário criar mais espessura e deixar o papelão mais firme, basta  recortar e colar mais camadas de papelão para formar cada pecinha.

Depois de colar os 3 recortes de foam board, passei o cabo de uma colher na lateral para arredondar e modelar os cantos.

Cola quente serviu para recobrir a estrutura de foam board com o retângulo de pelúcia, que depois recebeu uma “aparadinha” com a tesoura.

Uma trancinha de lã no pescoço, uma pintura de preto onde a espuma branca estava aparecendo, algumas mini-abóboras…

E o melhor da festa: uma mãozinha de criança para brincar com tudo isso. Há coisa melhor?

giz de cera com formatos divertidos

O título deste post também poderia ser “como reciclar restos de giz de cera”,

pois o material utilizado é exatamente aquela “sobra” de giz

que já está pequenininha demais para desenhar,

ou aqueles pedacinhos que se partiram.

A maneira de fazer é simples:

disponha os pedacinhos de giz de cera dentro da forminha

(se precisar corte com a faca para que os pedaços não estejam grandes demais) e

disponha a forminha dentro de uma panela com água, para o banho maria

(fogo baixo, acrescentar mais água se necessário, aqueles cuidados básicos).

O giz vai derreter. Ao ficar líquido, desligue o fogo e espere esfriar para

a cera endurecer e poder desenformar.

 

Eu já havia feito o experimento com alguns tipos de forminha,

e  estas para as crianças brincarem na areia funcionaram bem ao propósito.

São flexíveis o suficiente para desenformar e grossas o bastante para aguentarem o

banho maria sem derreter. Além do que é posssível encontrar alguns

modelos bem simpáticos.

De preferência deve-se optar por uma forminha que não

tenha alguma parte muito fina. Fiz um teste com um formato de peixe

mas ele quebrou no rabinho.

 

 

Cores muito escuras não funcionam tão bem por que acabam misturando com as outras,

que quase desaparecem. Um boa idéia é juntar giz em tons degradê,

como no caso do peixinho.

Depois é só desenhar e desenhar…

peixes-pintassilgos

abóboras-borboletas

e bem a gosto de Dev ji,

sol, muito sol.

 

 

para ouvir o som das águas (como fazer um pau de chuva) – rain stick musical instrument

Uma delícia é ouvir o som de percussão do pau de chuva, esse instrumento que produz um som similar ao de chuva ou de água caindo e que tem suas origens nas culturas indígenas. O pau de chuva serve tanto para criar efeitos sonoros quanto para marcar ritmo, e as crianças se encantam com seu som e sua simplicidade.

Na falta de uma versão “original” do instrumento é possível improvisar e criar um pau de chuva com materiais simples:

tubo de papelão, pregos, fita adesiva, miçangas, grãos de arroz. Se houver um bom assistente a disposição para auxiliar o trabalho, melhor ainda. O meu estava super empolgado para bater os preguinhos com seu martelo de brinquedo…

Fizemos alguns testes e o melhor resultado foi colocar os preguinhos (que não devem ser longos a ponto de perfurarem o outro lado do tubo) de forma aleatória – quanto mais, melhor, pois os grãos de arroz e as miçanguinhas demoram mais tempo para cair.

Em tempo: o martelinho de brinquedo não conseguia fazer o furo no tubo, apenas pressioná-lo para baixo…

Depois dos preguinhos, um círculo de papelão é colado em uma das extremidades. Agora é possível colocar o arroz, as miçangas, o feijão (produz um som mais grave) ou uma mistura deles no tubo. Experimente um pouco o som, adapte a quantidade de grãos – crus – e miçangas. Quando estiver satisfatório, feche o outro lado do tubo.

A seguir passe fita adesiva para vedar as extremidades, e se quiser, passe ao longo de todo o tubo para garantir que os preguinhos não saiam (bastante recomendável no caso de crianças pequenas). A decoração fica por conta da vontade de cada um. Nós utilizamos feltro e E.V.A. imitando cortiça, e colamos com cola quente.

 

Bons sons a todos!

 

você também poderá gostar de (you may also like):