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Posts da categoria ‘historietas’

sabor de vida nova

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Em um festival de aromas delicados,

assim coloridos fomos agraciados

por quarenta dias de muitos cuidados,

mimo doce de amizade e zelo.

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A cada dia desvendava-se nova surpresa,

bem servida e alegre posta estava a mesa.

 

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Cercados de carinho e sentindo o amplo apoio,

Mamãe e papai ficaram bem

dispondo do precioso tempo

pra cuidar do novo neném.

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Os amigos se revezavam

e cada dia um fazia chegar à casa

novo aroma e delicioso prato.

Alimento para corpo, mente e alma.

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.

A casa ainda sussurrava de mansinho,

cuidando para não acordar o neném ali nascido.

De colo em colo amaciava-se o ninho,

e o dia devagarinho desabrochava em flor.

O tempo lento, de descoberta, acarinhava amor.

Ao meio do dia, com um leve toque de campainha,

a família recebia de presente um novo sabor.

Sabor de amizade,

sabor de servir,

sabor de bem querer,

sabor de respeito, de cuidado e zelo.

Sabor de quem sabe o valor que cada novo ser tem.

Sabor de servir com amor

a todos que cuidam do pequeno neném.

Sabor de abençoar o caminho,

iluminar os corações,

oferecer apoio, sorrir.

Quarenta dias, quarenta refeições chegaram a nossa porta.

Quarenta refeições abençoaram nossos sentidos.

A quem se pergunta se existe de fato

tamanho cuidado e amparo,

se “nos dias de hoje” em grandes cidades

há como florescer tamanha ternura…

Sim, certamente há. E devo dizer… precioso aroma tem.

 

 

* Nossa gratidão e bençãos a cada um que tornou o início dessa nova história ainda mais especial. Amamos vocês!

 

 

a historieta dos quatro sapinhos

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Muito bem sentadinhos

os quatro sapinhos

comem um lanchinho

fazendo beicinho.

E crec e crac

mastigam os sapinhos,

a mata fresquinha

e os finos galhinhos.

As folhas verdinhas

dos galhos compridos,

assim picadinhas,

viram um verde-moído.

O duro é que,

por não terem dentinhos,

os quatro sapinhos

não usam fio dental.

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minhas meninices

.

O olfato, com sua ágil memória,

de imediato me arrebata com seu cheiro de campo florido

para o exalar da infância

e dos jardins de cantigas

das peras verdes

do acordar de madrugada com um teatro de sombras projetado na parede

das risadas dos primos

dos gatos, filhotes ou não, que não queriam se deixar acarinhar

do cheiro de feno

da conversa ao pé de ouvido com os bezerros do celeiro

de pular de 3 metros de altura sobre um monte de espigas de milho

de banho de açude

de cheiro de chuva no mato

de orvalho

do galinheiro com a surpresa dos ovos e dos pintinhos

de comer coquinho bem doce

da polenta da oma pelas manhãs

do amor

da parreira carregada

de trotar a cavalo

de bater manteiga

de tomar leite tirado na hora

de andar de trator

do calor do fogão a lenha

do sorriso da avó

de casa cheia

de entardecer com sopa e conversas

de férias na fazenda

.

Árvore genealogica e outros bosques

Analisando os laços familiares, o neto inicia mais uma conversa:
– Vovó, você é a mamãe da mamãe, e a mamãe é minha mamãe… Essa coisa de família é estranha, né vovó?
– É, é um pouco estranha.
– Vovô, você acha essa coisa de família um pouco estranha?
– É meio engraçada, né?
– Você acha engraçada. Eu e a vovó achamos estranha…

o pequeno grande mágico

Há dias que parecem mágicos, brandos, doces,

dias embalados por uma calma luz de sol que beija a brisa

e abraça nossos desejos de bem querer canções e carinhos

e nossa vontade mais terna de receber um afago.

Nesses dias abençoados

 temos a certeza de que tudo está como deveria estar,

fluindo com alegria em cada passar de horas

e com a delicadeza própria do existir.

Ao entrar no quarto, meu querido (agora com pouco mais de 3 anos) anuncia que vai fazer uma “mágica”:

Com as mãos fechadas em frente ao peito vai abrindo os dedos lentamente,

guardando um segredo bem segredado, como convem a todo mágico que se preze.

Eis que surge no centro das mãos as palmas vazias,

e em meio ao sorriso circunspecto, um quase sussurro anuncia:

“- Nas mãos têm luz…

Chove luz lá onde o urso polar mora…”

Ainda escuto meu pequeno mágico proferir suas encantadoras palavras:

“- Abricadaba!

Olho de água!”

.

Bebeleca e outro presente inusitado

Apeleca Bebeleca

surgiu dentro de uma jarra.

O que? Surpresa. Neto também ganha sapo de presente.

Trabalhoso evento

do pegar e transportar

mas coração de vó é graaande

e a técnica de convencer o avô também.

Com muito cuidado e carinho,

foi a diminuta personagem

colocada dentro de uma caixa de papelão.

Uma pedra no caminho e plá!

Quase foi-se o vidro,

a caixa permaneceu. E só a caixa.

De um impulso,

ora bolas,

sapos fora.

E lá estava ela,

sapulando pelo carro.

Mais um pulo e… cuidado. Foi parar sobre uma perna.

E eis que a vovó

tão bem zelosa,

pega o sapinho com uma das mãos.

Prodígio de avó carinhosa,

dirige uns 5km sentindo entre seus dedos

pequenas patinhas de ventosas.

Já em casa, maravilhado e surpreso,

o netinho analisa o curioso presente:

– A bebelééécaaa!

O esforço valeu a pena.

.

* Ao raiar do novo dia

foi passear o pequeno sapinho

no jardim com belas flores

e por lá ficou escondidinho

pois sabe apreciar

o que lhe convém…

.

De outra feita o mesmo neto, intrigado com o som do sapo-martelo e seu coachar de marteladas, conversa com o papai:

– Papai, você conhece 0 sapo-furadeira? No seu serviço tem? O sapo-furadeira faz assim, ó: nhéééééémmm, nhéééééééémmmm, nhééééééééémmmm…. (e assim prossegue com o som do suposto anfíbio até que a criança acaba adormecendo no carro)

aconchego…

.

“… e então a princesinha filha do rei recebeu de sua madrinha um maravilhoso pente dourado.”

– A princesa tava na barriga do rei?

-Do rei não. Quando ainda era muito, muito pequenininha, a princesa estava na da rainha. O bebezinho antes de nascer fica na barriga da mamãe, não do papai.

– E lá tem cadeirinha?