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Posts da categoria ‘frases de infância’

Apreciando o luar

Olhando a linda lua em uma noite de luar, o menino comenta com a mãe:
– olha, que linda a lua cheia! Outro dia ela vai estar vazia?
-…Sol
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primeiras marchinhas

O carnaval em suas cores e serpentinas,

marchinhas, confetes e fantasias

começou a desvendar-se somente  agora a meu filho de 4 anos.

Muito animado após ter visto a folia de um bloco de rua, comentou, faceiro:

– “Eu vi a fuligem de carnaval!”

.

Ao saber que na sexta seria comemorado o carnaval na escola, após ter visto a primeira amostra com percussão na rua, estranhou.

– Na escola?

-É. E as crianças podem ir fantasiadas de alguma coisa. Você vai querer ir de que?

– De capa.

– Você quer ir com uma coroa de príncipe ou alguma outra coisa?

– Não. Eu quero ir de capa.

– Você pode ir vestido de algum bichinho…

– Não. Eu quero ir de capa.

.

E foi assim que “a capa” entrou no nosso hall familiar de fantasias carnavalescas…

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estrela dalva

estrela

Entre festas e enfeites,

uma fresta entreaberta de poesia

pairou pitoresca sobre o piso do atelier.

Com a habilidade própria de seus 4 anos,

meu filho costurou e decorou

a singela estrela natalina

transformada em brilhante luz

pela pureza da criança.

Para acompanhar seu cintilar,

preparou também um delicado anjo

de tule e lã,

linha e afeto…

.

.

.

” – Papai, anjo tem bigode?”

.
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lisonjeiro

 

 

– Mamãe, ainda existe dinossauro?

– Não, querido. Eles não existem há muito, muito tempo.

– Quando você era criança eles existiam?

.

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*uma visita ao museu natural aonde pudemos um “show de ossos de dinossauro”, como diria meu filho, despertou um interesse em saber mais sobre dinossauros e dragões. Quando percebi, o dinossauro de origami (diagrama de Kunihiko Kasahara) havia ficado muito mais estiloso através das mãos e idéias do menino: asas cuidadosamente recortadas foram coladas em sua lateral, fogo de três cores (vermelho, azul e amarelo) saia da boca do que passou a ser um dragão e ele também ganhou três olhos, um para olhar o teto, claro.

entre árvores e alturas – o vôo sem asas

Aproveitando o ensejo de um final de semana que já começou inspirador, decidiu-se fazer um passeio diferente em família, e assim fomos para um lugar que oferecia atividades em meio a árvores e alturas… Após cumprir o percurso de arvorismo infantil finalizando com uma pequena tirolesa, meu filho aponta para a copa das árvores e exclama feliz: eu quero ir naquela!

Do alto da torre de 8 metros de altura o menino – que agora informa com orgulho ter “três anos e meio” – responde a pergunta da monitora, que lhe indaga cautelosa antes de deslizarem pelo cabo da tirolesa:

– Você não tem medo não?

– Não. “Tiloresa” é muuuuuito legal!

E assim embarcam com velocidade para o vôo feito de cabo, cordas e um sorriso de orelha  a orelha…

* o passeio foi ao Minas Radical, em Nova Lima/MG. O local oferece, além do percurso infantil de arvorismo e tirolesa, rapel, paintball e escalada.

 

meninices

– Mamãe, o lagarto gosta de sorriso?

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leitura de gerações

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A noite, com o neto de 3 anos e meio já acomodado na cama, a avó recebe na palma da mão o diminuto livro eleito para ser contado antes de dormir. Ao olhar as letrinhas tão pequenas comenta, divertida:

-“Eu sei ler, mas não consigo ver essas letrinhas pequenas…”

-“E eu consigo ver as letras, mas não sei ler…”

E foi assim que com os talentos somados e complementados, seguiram-se histórias inventadas bem acompanhadas de beijos de boa noite…

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Árvore genealogica e outros bosques

Analisando os laços familiares, o neto inicia mais uma conversa:
– Vovó, você é a mamãe da mamãe, e a mamãe é minha mamãe… Essa coisa de família é estranha, né vovó?
– É, é um pouco estranha.
– Vovô, você acha essa coisa de família um pouco estranha?
– É meio engraçada, né?
– Você acha engraçada. Eu e a vovó achamos estranha…

o monólogo da farinha

Em conversa com a mãe…

– “Quando a gente é criança e é menor, a gente quer muita farinha.Essa criança que é sua (o próprio) queria muita farinha. Mas muuuita farinha, mas muuuuita farinha, mas muuuuita farinha. Quando eu era pequeno e queria farinha você me deu farinha?”

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* foto das habilidosas mãos da querida Guru Sant ministrando um curso de panetones

banho

Após o banho, o menino de 3 anos pede colo para descer a escada que leva ao andar de baixo para jantar e justifica dengoso:

– “É que eu tô tão lavadinho…”

patos escovados

Pergunta o menino, apontando para as cerdas da escovinha da cozinha:

– É de crina de cavalo?

– Não, essa não.

– A vovó falou que era de crina de cavalo…

– Só o pincel. Essa escova não.

– Então é de crina de pato. Olha só, faz “quém, quém, quém…”