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Posts da categoria ‘caderninho de anotações’

de folhas e passeios

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Flamenca borboleta na relva deitada

não se sabe observada atentamente

pelas mãos e olhos pequetitos

que colhem espinhos circulares

a serem transformandos em presente de flor,

atado em laço

e coroado com a natureza da criança

que se reconhece plena.

E assim se despedem as manhãs outonais

repletas de vividas lembranças…

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Casa aberta

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“Mamãe, nunca a gente pode chamar um duende para vir aqui em casa?”, pergunta o menino de quase 5 anos, após confirmar depois que  de fato também nunca viu um duende para convidá-lo para um chá da tarde…

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as cores da inspiração

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respirancias

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Aquieta

percebe

observa

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Respira o olhar o detalhe

de um pulsar que é vivo

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Expira o ver a textura

de uma vida que é sentido

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Sente o  enxergar o caminho

de um sentimento que é tudo

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Começa e termina em mim

um eu que é todo o mundo

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Sampa páscoa

É inevitável… uma viagem a Sampa sempre esbarra na poesia do improvável.

É justamente durante os feriados, quando a cidade esvazia e se veste de ares mais singelos, que os detalhes se fazem perceber com mais gosto.

Um passeio pela avenida Paulista revela sua ecologia lúdica com uma horta localizada no canteiro central disposta ao redor de uma circunspecta estátua sempre a postos. Imóvel em meio aos carros e a multidão que passa, permanece a estátua cercada por hortaliças e ervas as mais diversas, desde couve a hortelã, para temperar se não o almoço, certamente o humor e a reflexão. A placa “horta do ciclista” dá uma dica de quem se responsabiliza pela intervenção.

Na estação de trem os pianos dispostos em lugarem estratégicos convidam ao tocar, e para a alegria dos ouvidos alheios geralmente um passante presenteia o local com notas interessantes, como o jazz bem animado que pudemos ouvir sem aviso prévio.

No metro o inusitado ficou por conta do menino que, decidido, resolveu passar o dia devidamente vestido de prícipe, adjetivo bem apropriado para uma criança dessa idade. E assim também transitou em sua inocência real pelo Parque da Luz e por caminhos de contos e encantos que nenhum adulto saberia descobrir.

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Apreciando o luar

Olhando a linda lua em uma noite de luar, o menino comenta com a mãe:
– olha, que linda a lua cheia! Outro dia ela vai estar vazia?
-…Sol

Le tsuru…

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e assim sirvo-me de chá e tempo, memórias e aroma de alecrim…

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*a charmosa xícara de passarinho, presente mimoso encomendado por uma amiga querida e que abriga muito frequentemente um chá servido bem quente…

encadernando escarlate

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casinha de caixa de papelão

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Uma casinha rústica e livre,

repleta de recortes e tinta

sem bordados e rebordados tão a gosto dos adultos

e que abriga uma vastidão de enredos mirabolantes

especialmente criados para seu pequeno morador de papelão…

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primeiras marchinhas

O carnaval em suas cores e serpentinas,

marchinhas, confetes e fantasias

começou a desvendar-se somente  agora a meu filho de 4 anos.

Muito animado após ter visto a folia de um bloco de rua, comentou, faceiro:

– “Eu vi a fuligem de carnaval!”

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Ao saber que na sexta seria comemorado o carnaval na escola, após ter visto a primeira amostra com percussão na rua, estranhou.

– Na escola?

-É. E as crianças podem ir fantasiadas de alguma coisa. Você vai querer ir de que?

– De capa.

– Você quer ir com uma coroa de príncipe ou alguma outra coisa?

– Não. Eu quero ir de capa.

– Você pode ir vestido de algum bichinho…

– Não. Eu quero ir de capa.

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E foi assim que “a capa” entrou no nosso hall familiar de fantasias carnavalescas…

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