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Posts da categoria ‘caderninho de anotações’

Câmeras retrô para aula de desenho de observação 

Uma caixa de papelão e simples recortes. Um pouco de cola quente, papéis diversos de embalagens, tampinhas plasticas. Eis as câmeras para nossa aula de desenho de observação.  Pequenos exploradores investigando possibilidades de construção de imagem desbravando a escola… 

Joti…raio de luz

Miou baixinho 

E se aconchegou no colo. 

Peludo e com carisma, 

Apesar de assustado, 

Ponderou que era seguro 

sentir-se querido e afagado.

Recolhido da rua fria 

na noite solitária que o invadia,

Tilintava o gelar dos ossos

E o cansaço daqueles que tem fome e sede

De água,  comida e afeto. 

Chegou e foi isso. Estava selado o compromisso.  

Amor e brincadeiras. Risadas e posturas ligeiras. 

Diversão em família. Bem vindo.

Dupla delicadeza

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A poética das coisas simples, corriqueiras e intrinsecamente felizes
reina entre sopinhas de sementes e música de bate lata,
pequenos regadores repletos de água e areia e a tentativa charmosa das primeiras palavras.
A primeira infância baila em casa
ao ritmo do filho caçula,
acompanhada pela percussão perspicaz do filho mais velho.
Dois irmãos,  novas sinfonias…
Amo vocês

cheirinho junino

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Um pouco de cor e delicadeza

faz a mesa posta mais festeira

com bandeirolas brejeiras

e uma pequena fogueira.

Duas crianças felizes

a brincar de roda junina

cirandando passo e verso

ao som do acordeom.

A celebrar!

abraço com cheiro de neném – amor a todos os irmãos do mundo

E em um determinado dia, de repente eu tinha um irmão. Não um hipotético e simpático bebê dentro da barriga da minha mãe. Um simpático e nada hipotético bebê, fora da barriga e sobre o colo daquela que se transformou da noite para o dia em nossa mãe. Nada mais foi igual desde então. Ajustes, experiências, questionamentos. Sorrisos, bochechas, risadas largas ao vento. Sem roteiro previsível, duplo ensinamento em nosso convívio. Eu e ele, ele e eu. Nós e o mundo. Alegria de poder compartilhar essa existência.

E em um determinado dia, de repente meu filho tinha um irmão. Não um hipotético e simpático bebê dentro da barriga da sua mamãe. Um simpático e nada hipotético bebê, fora da barriga e sobre o colo daquela que se transformou da noite para o dia na mamãe de dois meninos. Nada mais foi igual desde então. Ajustes, experiências, questionamentos. Sorrisos, bochechas, risadas largas ao vento. Sem roteiro previsível, duplo ensinamento em seu convício. Um e outro. Outro e um. Os dois e o mundo. Alegria de poder compartilhar essa existência.

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a poética das perguntas improváveis


Como não poderia deixar de ser, o filhote mais velho, agora com 6 anos e meio, continua surpreendendo com suas perguntas inusitadas e respostas improváveis. Dia desses travamos o seguinte diálogo:

– Mamãe, hospital funciona a noite?

– Sim.

– Funciona o tempo inteiro? Nunca fecha?

– Nunca fecha.

– Então por que é que tem porta?

– …

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sabor de vida nova

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Em um festival de aromas delicados,

assim coloridos fomos agraciados

por quarenta dias de muitos cuidados,

mimo doce de amizade e zelo.

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A cada dia desvendava-se nova surpresa,

bem servida e alegre posta estava a mesa.

 

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Cercados de carinho e sentindo o amplo apoio,

Mamãe e papai ficaram bem

dispondo do precioso tempo

pra cuidar do novo neném.

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Os amigos se revezavam

e cada dia um fazia chegar à casa

novo aroma e delicioso prato.

Alimento para corpo, mente e alma.

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A casa ainda sussurrava de mansinho,

cuidando para não acordar o neném ali nascido.

De colo em colo amaciava-se o ninho,

e o dia devagarinho desabrochava em flor.

O tempo lento, de descoberta, acarinhava amor.

Ao meio do dia, com um leve toque de campainha,

a família recebia de presente um novo sabor.

Sabor de amizade,

sabor de servir,

sabor de bem querer,

sabor de respeito, de cuidado e zelo.

Sabor de quem sabe o valor que cada novo ser tem.

Sabor de servir com amor

a todos que cuidam do pequeno neném.

Sabor de abençoar o caminho,

iluminar os corações,

oferecer apoio, sorrir.

Quarenta dias, quarenta refeições chegaram a nossa porta.

Quarenta refeições abençoaram nossos sentidos.

A quem se pergunta se existe de fato

tamanho cuidado e amparo,

se “nos dias de hoje” em grandes cidades

há como florescer tamanha ternura…

Sim, certamente há. E devo dizer… precioso aroma tem.

 

 

* Nossa gratidão e bençãos a cada um que tornou o início dessa nova história ainda mais especial. Amamos vocês!