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Posts da categoria ‘brincadeiras’

De caixinhas e recortes

Tempo junto,

olho no olho.

Carinho, afeto.

Tesoura, embalagem vazia de chá e vontade de brincar. Casualmente as mãos começam a recortar e o menino, encantado, se surpreende com a pequena mágica de transformar potencial em brincadeira. “Uau! Quantos brinquedos dá pra fazer com uma caixinha de chá?!”, exclama surpreso.

Alegre, não resiste e colore carros, colchas, gatos, personagens. Demanda aviões e outras histórias. Mãe e filho, em reverência ao brincar. Momento singular, singelo, de acalentar a alma.

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Descanso sob a paineira

De caixas e bolinhas

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Caixa de papelão
Bolinha de lã,  madeira, tecido
Criança divertida
Brincadeira

Com tubos de papel, tesoura, e caixa,
alguns poucos recortes circulares para encaixe e ajustes de inclinação está feito o brinquedo simples, que reaproveita o que se tem em casa e estimula os pequenos na medida de sua criatividade. 

sacolinha de preciosidades

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Coletadas as folhas, folhas na tinta, tinta no tecido. Lembranças registradas de um agradável passeio.

Do tecido fez-se costurada uma sacolinha, recheada de toquinhos de madeira devidamente lixados e cuidados para abarcarem inúmeras construções imaginadas.

Costurando letrinhas

Sete anos e o menino
Adentra na aventura
De desvendar letras e números,
Palavras e estórias.
Aprofunda-se em novo saber e aprender.

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Brincadeiras de letra passeiam em seu repertório, cada vez mais vasto, amplo.
Perfurando o papel com a agulha apoiada sobre a almofada os desenhos das palavras são marcados para receber a costura. O menino acompanha e aprende rápido. Suas mãos de sete anos já estão treinadas em diversas habilidades.
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* papel cartão perfurado com agulha fazendo a marcação da costura, e do outro lado, feltro colado com cola de silicone. Mostrei e o filhote já seguiu sozinho para perfurar o próprio nome…

Tempero, tempero meu.

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Cabeça de alho

pega a estrada

e aventura-se entre morros de felpudos tapetes,

bolas, pandeiros,

sofá e travesseiros.

Traz junto seu bom amigo,

Mister Ginger,

aviador experiente,

que escapa de solavancos,

vai de nuvem a chão em poucos segundos,

e nas mãos de um menino, junto com o Alho,

desvenda o mundo.

Ei-los.

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Giz grande para calçada (sidewalk chalk)

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Calçada molhada de chuva, 

ou um enorme papelão,

mão arteira de menino,

muita inspiração,

giz tamanho familia,

que boa combinação.

Com gesso em pó e tinta (colheradas de tempera guache ou anilina) na água misturados, e um molde escolhido – no caso, garrafinhas plásticas, que depois de utilizadas foram para a coleta seletiva – misturando tudo e despejando no recipiente até começar a firmar… Eis o giz grande, colorido, esperando pra brincar. Além das dimensões diferentes, o bacana da história é a possibilidade de novas combinações de cores, e mesmo de um giz de cores mistas.

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Mãos a desenhar!

Calçando o pé do gigante

Algumas idéias são tão simples e rendem tanta diversão que as vezes nos surpreendem. Foi o caso desse “pé de gigante” que vi no Pinterest (fonte desconhecida, fico devendo colocar a autoria da idéia assim que encontrar a fonte). Resolvi testar, e foi um sucesso absoluto, merecendo uma ida à escola calçando um “pezão”. E depois de algumas passadas, o gigante pulou e pulou tanto que virou um pé de sapo tamanho família.

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“tambor balão” e aventuras musicais

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Nascido de uma oficina de yoga, gatka e música para crianças

aonde por carinhoso convite entrei  com a parte arteira,

o tambor balão provou seu som de pequeno trovão

e ganhou mãozinhas ligeiras em cores diversas.

De simples confecção de lata

aberta em cima  e embaixo,

preso por grosso balão

e finalizado pela pintura das mãos

o tambor balão recém criado

entoou forte e em belo brado.

De cada criança

em tecido estampada

a alegria marcada de tinta

com a pequena mãozinha batizada.

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* mais explicações sobre a confecção do tambor de balão no link tambor-de-balao

 

 

lousa improvisada

Aproveitando uma bela fase inspirada pela idéia de “menos é mais” (menos esforço, mais tempo para lazer; menos consumo, mais qualidade no que se consome; menos preocupação, bom humor de sobra) descubro, após uma tarde de organização de armários, uma pequena surpresa… Eis que surge um rolo de um material impermeável que estava completamente esquecido desde a época da reforma da casa, e que aparentemente não obteve uso melhor. Perfeito.

Foi só acrescentar a esta receita giz colorido e um menino com vontade de desenhar, ambos disponíveis aqui em casa, e a festa da tarde estava pronta. Metros de lousa e de brincadeira que divertiram mãe e filho… No dia seguinte a “versão II” foi oferecer o giz para ele poder colorir como bem entendesse o porcelanato da área externa. E viva o simples!

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bloquinhos de madeira e outros brinquedos atemporais

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Alguns brinquedos parecem ocupar uma instância maior do que a de simples brinquedos na infância de nossos filhos.

São aqueles preferidos, sempre revisitados, que se renovam a cada brincar e que, por isso mesmo, ganham sobre sua superficie as marcas de sua constância.

Em nossa casa os bloquinhos de madeira certamente fazem parte deste rol de queridos. É belo observar como as construções se transformam com o tempo, ganhando em complexidade e equilibrio, acompanhando o desabrochar da criança que os eleva, empilha e novamente derruba somente para ter início outra idéia, outra construção, ainda mais criativa e eloquente do que a primeira.

Abraçam a causa dos amados brinquedos a caixa de areia, as ferramentas de madeira, bolas, cordas e a bicibleta. De qual incrível aura são eles revestidos, quantas confidências já trocaram com o menino a brincar? E que valoroso serviço prestam esses brinquedos na história desses primeiros anos. Simples e constantes, talvez nisso resida sua poesia. Que eles tenham as crianças, e vice versa, sempre em sua companhia.