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Posts da categoria ‘arredores’

Sampa páscoa

É inevitável… uma viagem a Sampa sempre esbarra na poesia do improvável.

É justamente durante os feriados, quando a cidade esvazia e se veste de ares mais singelos, que os detalhes se fazem perceber com mais gosto.

Um passeio pela avenida Paulista revela sua ecologia lúdica com uma horta localizada no canteiro central disposta ao redor de uma circunspecta estátua sempre a postos. Imóvel em meio aos carros e a multidão que passa, permanece a estátua cercada por hortaliças e ervas as mais diversas, desde couve a hortelã, para temperar se não o almoço, certamente o humor e a reflexão. A placa “horta do ciclista” dá uma dica de quem se responsabiliza pela intervenção.

Na estação de trem os pianos dispostos em lugarem estratégicos convidam ao tocar, e para a alegria dos ouvidos alheios geralmente um passante presenteia o local com notas interessantes, como o jazz bem animado que pudemos ouvir sem aviso prévio.

No metro o inusitado ficou por conta do menino que, decidido, resolveu passar o dia devidamente vestido de prícipe, adjetivo bem apropriado para uma criança dessa idade. E assim também transitou em sua inocência real pelo Parque da Luz e por caminhos de contos e encantos que nenhum adulto saberia descobrir.

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entre árvores e alturas – o vôo sem asas

Aproveitando o ensejo de um final de semana que já começou inspirador, decidiu-se fazer um passeio diferente em família, e assim fomos para um lugar que oferecia atividades em meio a árvores e alturas… Após cumprir o percurso de arvorismo infantil finalizando com uma pequena tirolesa, meu filho aponta para a copa das árvores e exclama feliz: eu quero ir naquela!

Do alto da torre de 8 metros de altura o menino – que agora informa com orgulho ter “três anos e meio” – responde a pergunta da monitora, que lhe indaga cautelosa antes de deslizarem pelo cabo da tirolesa:

– Você não tem medo não?

– Não. “Tiloresa” é muuuuuito legal!

E assim embarcam com velocidade para o vôo feito de cabo, cordas e um sorriso de orelha  a orelha…

* o passeio foi ao Minas Radical, em Nova Lima/MG. O local oferece, além do percurso infantil de arvorismo e tirolesa, rapel, paintball e escalada.

 

sense of “Quiet” Minas

sense of “Quiet” Minas – música expressiva e calma para o mundo ser mais bonito e pacífico

amanhã, 18 de outubro, será realizado em Belo Horizonte a versão mineira do festival internacional de música sense of “Quiet”, 

com a presença de seu criador, o produtor japonês Yoshihiro Narita.

Contando com grandes nomes de Minas Gerais identificados com a proposta “Quiet” de música,
sense of “Quiet”  pretende tornar-se polo de integração de pessoas e culturas utilizando a música como linguagem universal.

Os ensaios estão inspiradores (sim, há um tsuru no coro kirtan…) e o festival promete ser maravilhoso.

Bela música a todos!

* A primeira versão do sense of “Quiet” foi realizada no Japão por iniciativa do Yoshiriro Narita como um desejo de levar esperança, poesia, música e inspiração à alma dos japoneses após o impacto sofrido por seu povo com o tsunami. Ante a resposta positiva das pessoas que estiveram presentes nesta primeira edição do festival, acalentou-se o desejo de levar esta proposta ao máximo de pessoas possível.

chás e chás…

Um curioso diálogo entre mãe e filho interessado em aprender o nome dos chás que estavam na caixa sobre a mesa:

– Qual é esse, mamãe?

– Funcho.

-Funcho… que nem a fonte de água. E esse?

– Baunilha.

– Baunilha… que nem do sapato… E esse?

– Murta menta.

– Muita menta. E esse?

– Camomila.

– Camila.

E assim temos uma adorável lista de fumegantes inovações em nossa chaleira…

.

* fotos tiradas durante um delicioso café da manhã no Gialla Café (na Serra da Moeda, próximo a entrada número dois do Retiro das Pedras),

com direito a pães e quitutes maravilhosos e a alegria dos amigos que tão bem nos recebem