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Na lembrança de uma manhã tranquila e orvalhada

em que o sol timidamente começa a surgir para dar bom dia

sua companhia na matinal caminhada

sacraliza a doce névoa de minhas internas águas

e assim se aquietam as liquefeitas emoções

na virtude do meu bem querer-te bem.

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Livro brinquedo

inspira brincadeira,

desenho movimentado

pintura de dedo,

cavalo montado por tamanduá-bandeira,

ciclone domesticado,

papagaio calado de susto da corredeira.

Inspira histórias

de menino alado e seu garboso cavalo

que voa a favor do vento.

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Com um pouco de tempo e algumas dobras,

papel colorido e cola,

e um pequeno toque de mãos habilidosas

logo fica o livrinho a contento.

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Essa nossa brincadeira começa com um papel quadrado,

colorido, pode ser. Escolhemos um rosado.

O primeiro é assim dobrado,

e depois mais um nele logo é colado.

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Marca e abre para um lado,

e o mesmo para o outro.

E depois do demonstrado,

voltamos, pois, ao nosso quadrado.

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E assim, face com face,

bem unidos pela cola

grudam-se bem brincalhonas

nossas páginas fanfarronas.

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Essa foi a primeira parte.

Depois prosseguimos com a nossa arte.

bonequinho vermelho

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De mansinho chegou, sem muito alarde,

o pequeno bonequinho vermelho.

Alguns retalhos de tecido,

e um bocado de arroz como recheio…

Ano novo inspira mudanças…

 de casa,

de emprego,

de gênero musical.

De estilo de se vestir,

de penteado.

Mudar as multicores do esmalte,

a altura dos saltos dos sapatos,

a posição das flores no jardim.

Mudar o roteiro das férias,

mudar os hábitos para melhor,

mudar a dieta,

a disposição do armário na sala,

o tempero da comida predileta…

Tantos sabores novos experimentados com pequenas ou grandes mudanças.

Em recém clima de casa nova,

apreciamos colocar em prática uma mudança de tradição de final de ano,

trocando biscoitinhos por panettones.

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E, por que não, também experimentando novos recheios…

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Após um delicioso curso de final de semana

no qual aprendemos a fazer panettones dos mais variados sabores

(inclusive o panettone salgado, delicioso por unanimidade)

com uma perfumada massa sem ovos e repleta de carinho,

a “prova dos nove” foi em casa…

Provada e aprovada.

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* O bonequinho foi feito com muito capricho pelas mãos da “Tia” Janaína, e acolhido

com muito carinho por mãozinhas arteiras e faceiras de criança de bem com a vida…

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Canta cantarola a cigarra

em potência nada discreta

a todo canto projeta

o seu cantar cantarolar

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“- Mamãe, formiga dorme em pé?”, me pergunta meu filho de 3 anos em uma corriqueira manhã de férias …

- Nunca vi uma dormindo, querido.

- …

 

Algum tempo depois:

 

- Mamãe, formiga dorme em pé?

- Não sei. Depois a gente pergunta pro papai, talvez ele saiba a resposta.

- …

 

Alguns segundos depois:

 

- Então mamãe. Estamos falando sobre formigas. Formiga dorme em pé?

- Se ela dormir, deve ser em pé, nunca as vi em outra posição.

- …

 

Mais algum tempo se passou…

 

- Mamãe, formiga dorme em pé?

- Sim.

 

E o filho ficou satisfeito.

 

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Na mesa bem posta

uma coruja disposta

surge bicando

em meio a chás e sachês.

 

Dedoche improvisado

com embalagem cor de laranja flor

do saquinho do chá

a coruja corrupiou.

 

Uma tesoura picota

um bico, duas patas,

algumas dobras e eis a corujinha de pé.  

 

No meio da mesa,

prova isto e aquilo,

mas brincar com o menino

é o que ela mais quer.

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bate coração

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- “Papai, tem um caroço aqui mexendo“, diz o filho de 3 anos,

colocando a mãozinha sobre o próprio peito e sentindo as batidas de seu coração…

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Em pleno dia o céu fez-se de um escuro plúmbeo e denso

e em poucos minutos o cenário ao redor transformava-se por completo.

Uma forte ventania cantava casas e muros, árvores e telhas,

 canteiros e jardins. E então veio a chuva de gelo.

Nos mais variados formatos, rebatendo e repicando

aqui e acolá, em uma trajetória inesperada e pulsante.

A surpresa logo cedeu lugar à alegria e no semblante do menino

a mágica daquela manifestação da natureza era perceptível em cada nuance.

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- Olha mamãe! Tá vindo gelo do céu! Ele vem lá da casa do Papai Noel!

 

novo ano novo

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Um sol tímido desponta no céu em plena temporada chuvosa,

brindando a recém construída caixa de areia

com o dourado das dunas que beijam o nascer do dia.

Com esmero as mãozinhas trabalham felicidade,

 florindo um jardim de flores-brinquedo.

Pequenos seixos branquinhos divertem-se com a lembrança

do leito dos rios. Rodeiam-se agora de risadas e histórias.

A meu canto, observo com carinho.

Lembro que mais um ano se inicia,

momento bom para novos propósitos se estabelecerem,

 antigos projetos serem reanimados.

A costumeira lista de início do ano

ainda não foi escrita.

Olho a areia e o brincar.

O sol.

O ser.

Na virada do ano, nem festas nem expectativas. Só uma radiante e saborosa sensação de paz que parece abraçar a existência,

contando que para 2012 o desejo da alma é, simplesmente, 

ser mais simples e presente…

E que venha 2012! 

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