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serra do caraça/MG

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Para um passeio de um ou dois dias (quem dorme no parque ou em alguma pousada nos arredores tem a chance de ver de pertinho um lobo guará se alimentando no átrio da igreja centenária que fica no parque – e devo dizer que me surpreendi com a elegância desse animal…) a Serra do Caraça é uma opção tranquila e divertida para os pequetitos… e também uma boa pedida para os nem tão pequenos assim.

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As belezas da infância… o mais trivial carrapicho é observado com atenção em todas as suas fases, e vira brincadeira fácil que gruda na roupa e desperta sorrisos…

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Os tradicionais casarões mineiros…

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A imponência do carvalho em suas folhas que brincam de camaleão

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O mochilão que funciona bem para carregar as crianças pequenas em caminhadas mais intensas – mas é claro que o embalo das passadas do papai sabem aninhar um sonhinho gostoso…

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Olha quem fez pose pra foto durante nosso passeio na trilha?

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Detalhes do tempo de outros tempos…

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As sempre bem amadas flores

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E uma vista para embelezar qualquer olhar

como fazer ghee (manteiga clarificada)

Certa feita fui apresentada a um pequeno potinho de conteúdo amarelo, bastante semelhante a manteiga, porém com um nome um pouco diferente.    Levei o potinho pra casa e experimentei colocar um pouco para saltear legumes, já que se dizia que o ghee era melhor que a manteiga para cozimentos e até para frituras. Claro, o fato do ghee ser um ingrediente tão presente e apreciado na culinária indiana e também na medicina ayurvédica temperou minha curiosidade. E gostei mesmo do tal do ghee.

Depois fui descobrir que o que ocorre no ghee é que os resíduos sólidos do leite e a água contidos na manteiga são eliminados (a água evapora, os resíduos são retirados manualmente), resultando em uma gordura pura, mais resistente à ação do tempo – uma das qualidades do ghee era justamente ser preservado por mais tempo. Diferente da manteiga, ele pode ser guardado (preferencialmente em pode de vidro, e sempre tampado) fora da geladeira. Diz-se que se a manteiga for de ótima qualidade ele dura por meses ou anos.

O primeiro passo para preparar o ghee é comprar manteiga sem sal, de boa qualidade.  Como o processo demanda um pouco de paciência, é preferível fazer uma quantidade maior a cada vez. Utilizei 5 tabletes de manteiga por causa do tamanho da minha panela. Vale lembrar que como a água e os resíduos lácteos são retirados o volume final diminui (algo em torno de 25%).

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A manteiga pode ser cortada em cubinhos, para facilitar o derretimento. Levei a banho maria para o processo ficar mais homogêneo e evitar queimar o fundo. Há quem prefira trabalhar com a panela diretamente sobre a chama do fogão, mas a panela precisa ser grossa.  A chama não precisa estar ajustada para fogo baixo, pode ser no intermediário.

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Após algum tempo, começará a ser formada uma espuma branca na superfície. Essa espuma é retirada com o auxílio de uma colher.

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Algumas pessoas preferem esperar a manteiga aquecer e levantar mais espuma, outras acham melhor ir retirando a medida em que esta vai sendo formada. Fiz das duas maneiras e contanto que se retire bem a espuma, isso não altera no resultado.

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Quando a manteiga estiver toda derretida e a maior parte da espuma já tiver sido retirada, passa-se o líquido para outro recipiente. Também nesta parte descobri que há procedimentos distintos. Alguns indicam que o processo de aquecer a manteiga, passar por uma peneira fina de metal (forrar a peneira com papel toalha ajuda bastante a reter as particulas do leite) e retirar o liquido branco que permanecer no fundo da panela deve ser repetido até que o liquido não apresente mais residuos. Mas encontrei uma dica de um chef que prefere deixar o restinho de residuo para ser eliminado com a faca, após o ghee ter endurecido na geladeira. O residuo de leite fica todo no fundo e não é algo muito complicado de se fazer, mas ainda assim optei por eliminar antes completamente derretendo e peneirando. Uma outra dica é que o resíduo de leite que fica no fundo da panela não pode queimar quando a manteiga é aquecida, mas deve dourar um pouco para conferir o sabor do ghee, passando a exalar outro aroma.

para saber mais: http://whatscookingamerica.net/Q-A/ButterGhee.htm

http://roctaviani.multiply.com/recipes/item/54

o pequeno grande mágico

Há dias que parecem mágicos, brandos, doces,

dias embalados por uma calma luz de sol que beija a brisa

e abraça nossos desejos de bem querer canções e carinhos

e nossa vontade mais terna de receber um afago.

Nesses dias abençoados

 temos a certeza de que tudo está como deveria estar,

fluindo com alegria em cada passar de horas

e com a delicadeza própria do existir.

Ao entrar no quarto, meu querido (agora com pouco mais de 3 anos) anuncia que vai fazer uma “mágica”:

Com as mãos fechadas em frente ao peito vai abrindo os dedos lentamente,

guardando um segredo bem segredado, como convem a todo mágico que se preze.

Eis que surge no centro das mãos as palmas vazias,

e em meio ao sorriso circunspecto, um quase sussurro anuncia:

“- Nas mãos têm luz…

Chove luz lá onde o urso polar mora…”

Ainda escuto meu pequeno mágico proferir suas encantadoras palavras:

“- Abricadaba!

Olho de água!”

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florescer agradecer

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Junto com as romãs e morangos do jardim floresce em mim

uma vontade indizível de reconhecer todas as bençãos que me cercam.

De acordar de manhã pressentindo o inusitado de cada dia,

a originalidade de cada respiração.

De agradecer profundamente

cada cantar de passarinho no alto de minha janela,

cada desabrochar de flor de infância,

cada sorriso, amigo ou desconhecido,

todas as risadas de criança,

todos,

tudo.

um dia verde

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verde vontade de brincar com as cores…

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